
Quando estamos demasiado acelerados, a vida passa por nós sem darmos conta. Estamos em cada momento projetados no futuro, ansiosos por completar a próxima tarefa.
Neste frenesim, perde-se a conexão com as pessoas, os melhores momentos de brincadeira com os filhos, as conversas com os amigos, as reuniões de família.
Quando falamos com alguém, a olhar para o écran do telemóvel, perdemos a oportunidade de estabelecer realmente contacto com essa pessoa, de lhe dar atenção, compreensão, apoio, afeto.
Quando vivemos na urgência de tentar resolver tudo ao nosso redor, perdemos a oportunidade de trazer empatia para as nossas interações. Por melhor que seja a nossa intenção, a pressão, o stress, retiram a oportunidade de trazer consciência ao momento, agimos em automático.
Para ajudar um amigo que está a passar por uma dificuldade, para compreender os filhos é preciso criar um espaço de abertura e de recetividade que apenas é possível quando estamos realmente presentes.
E estar presente significa não ter pressa, não ansiar por avançar para o momento seguinte.
Parar dá-nos a sensação de estarmos a perder tempo, mas na verdade estamos a enriquecer o momento presente, estamos a enriquecer a nossa vida.
Susana Rocha
Professora de Mindfulness