
Começa mais um ano letivo e os alunos levam para a escola expetativas e receios, muitos deles baseados na sua experiência escolar de anos anteriores.
Os alunos trabalham para aprender e para ter os melhores resultados académicos possíveis. Estudam, têm explicações, o apoio dos pais, mas muitas vezes as avaliações não correm como era esperado.
Por isso, é importante trabalhar de forma integrada a aprendizagem curricular e o desenvolvimento cognitivo, aliados ao desenvolvimento emocional.
A inteligência emocional pode desenvolver-se. Os alunos podem aprender a conhecer e desenvolver as suas competências emocionais, e estas são fundamentais para o sucesso da aprendizagem.
A frustração e desmotivação perante o erro, ou perante atividades mais longas, pode dar lugar à persistência e à aprendizagem com a experiência.
Perante a ansiedade com as avaliações, que toma conta da situação e pode deitar a perder todo o trabalho de preparação, pode dar lugar à autoconfiança e a um senso de segurança.
Fatores emocionais como a baixa autoestima, baixa autoconfiança e a ansiedade têm impacto direto no desempenho escolar. Trabalhar estes fatores é tão importante como ensinar os conteúdos curriculares.
Os alunos necessitam de desenvolver recursos e competências que lhes permitem superar desafios, resolver problemas e promover o entusiasmo pela aprendizagem.
O sucesso do desempenho escolar do aluno é construído ao longo da sua vida académica, não só através do empenho no estudo, mas também através das oportunidades que tem para desenvolver competências que lhe permitem ter autoconfiança e segurança nas suas capacidades, e também motivação e resiliência perante os desafios, de forma a poder sentir realização no seu percurso escolar.
Susana Rocha
Professora de Mindfulness
